segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Me Sinto tão!

As vezes me sinto tão vazio, tão perdido e sozinho, que parece que não conheço ninguém, que estou num mundo de ETs ou que o ET sou eu. Não é nada triste ou ruim, sentimento que nos deixa acoado e depressivo não, mais é, porém, estranho, esquisito ou talvez estrambólico como diz uma outra ET que conheço... é como diz a música que interpretada por marisa monte no albúm MAIS, torna-se ainda mais encantadora e esclarecedora de meus sentimentos:

Eu não sou da sua rua,
Não sou o seu vizinho.
Eu moro muito longe, sozinho.
Estou aqui de passagem.
Eu não sou da sua rua,
Eu não falo a sua língua,
Minha vida é diferente da sua.
Estou aqui de passagem.
Esse mundo não é
Meu, esse mundo não é seu!

E é assim que volto a me encontrar, a me achar... é através desta e de outras canções que volto a perceber e constatar que eu também sou peça deste mais louco e estranho mundo, casa de todos nós ou de todos os nós.
Até.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

O Peso da interpretação segundo Paulo Sacaldassy.

Ao abrir as cortinas do palco, nem sempre a surpresa é agradável, pois não é sempre que temos a felicidade de nos deliciarmos com a magnitude de uma boa interpretação. Sendo o teatro a arte do ator, o peso de uma interpretação é tudo.

Pouco importa o excelente figurino, o cenário deslumbrante, um texto primoroso, o que interessa é ver a entrega do ator em cena. E também, pouco importa se o espetáculo é um drama, uma comédia, ou um espetáculo infantil. O ator tem de ser pleno e absoluto em cena.
O ator tem de se entregar de corpo e alma, ser visceral, buscar nas entranhas, a melhor parte que a personagem solicitar. Não bastam caras e bocas, jeitos e gestos estereotípicos e micagem em cima do palco, nada disso convence e, põe a perder qualquer excelente produção.
A interpretação é a parte mais importante dentro de um espetáculo, pois é ele que conta a história, que sente a história, que vive a história, por isso, precisa mergulhar até o fim do poço a fim de conhecer o seu personagem. O ator deve e tem de colocar o seu peso na interpretação, assim é que se conhece um bom ator.
Tudo tem de ser meticulosamente cuidado, a voz, o andar, o falar, o jeito de se vestir... tudo isso, junto e misturado, vai construir a personagem que sustentará qualquer história, mesmo aquelas rasas e sem pretensões. E isso vale para qualquer ator que esteja em cena.
Não cabe a justificativa pífia de que por ter apenas duas ou três falas em cena, não é preciso todo esse empenho, muito pelo contrário. Há situações que essas duas ou três falas fazem a diferença de uma história. E imagine você: A grande chance de mostrar o seu potencial está em duas ou três falas, e você, talvez por se achar mais do que seja, desperdiça?
O ator é uma profissão que precisa ser levada a sério, até mesmo nos ensaios, aliás, é nos ensaios que um ator precisa se dedicar e caminhar em busca da melhor interpretação, pois, é nos ensaios que ele vai conhecendo pouco a pouco, o quanto o peso ele terá no espetáculo. Para aí sim, quando se der o abrir das cortinas, faça da sua interpretação um motivo de admiração.

terça-feira, janeiro 19, 2010

Poética

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:

– Meu tempo é quando.

Vinícios de Moraes

sábado, novembro 28, 2009

DE ONTEM EM DIANTE.

De ontem em diante serei o que sou no instante agora


Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa

Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada

são coisas distintas

Separadas pelo canto de um galo velho

Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho

Do versículo e da profecia

Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?

Minha vida inteira é meu dia inteiro

Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!

Minha mochila de lanches?

É minha marmita requentada em banho Maria!

Minha mamadeira de leite em pó

É cerveja gelada na padaria

Meu banho no tanque?

É lavar carro com mangueira

E se antes, um pedaço de maçã

Hoje quero a fruta inteira

E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa

Da luta não me retiro

Me atiro do alto e que me atirem no peito

Da luta não me retiro...

Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem.

O TEATRO MÁGICO

quinta-feira, novembro 26, 2009


Não Percam!

domingo, novembro 22, 2009

O amor da minha vida eu encontrei, tem nome, é de carne e osso, e me ama também. Agora falta encontrar alguém com quem possa me relacionar. É que o homem da minha vida não cabe em mim e eu não caibo nele. Não basta que a gente se queira há muitos anos. Não basta nossos namoros longos, os rompimentos e a teimosia de desejar mais daquilo que não há de ser. Não presta que ele me visite pra acabar com as saudades e fuja correndo de pernas bambas e um bumbo no peito. Não importa que eu esqueça meu nome depois, nem que me perca num oco, ou que os sentimentos corram de ambos os lados, intensos e desarvorados. Não basta que haja amor para se viver um amor. Eu e ele somos as cruzadas da idade média, o Osama e o Tio Sam, o preto e o branco da apartheid, o falcão e o lobo, o Feitiço de Áquila. Seus mistérios me perturbam e minha clareza o ofusca. Tenho fascínio pelo plutão que ele habita, e ele vive intrigado por minha vênus, mas quando eu falo vem, ele entende vai. Enquanto ele avista o mar eu olho pra montanha. Quando um se sente em paz o outro quer a guerra. É preciso me traduzir a cada centímetro do caminho enquanto ele explica que eu também não entendi nada. Discordamos sobre o tempo, o tamanho das ondas, a cor da cadeira. O desacerto é de lascar, e não há cama que resista a tantas reconciliações - um dia a cama cai.

                                                                                                                                           Maite Proença.

terça-feira, novembro 03, 2009

segunda-feira, novembro 02, 2009


Nesta segunda-feira (02/11), dia de finados, não poderia haver data mais propícia para o lançamento do livro "A História Viva da Morada dos Mortos",

O Cemitério do Caju é considerado um dos maiores museus a céu aberto do Estado do Rio de Janeiro”, afirma o pesquisador Hélvio Cordeiro, do Instituto Historiar, responsável pelo projeto.

O objetivo do livro é o resgate cultural do costume de visitar o Caju não só no Finados para reverenciar os mortos, mas sim, para reverenciar a vida. Estamos ajudando as pessoas a descobrir a arte. Na França e na Inglaterra, os cemitérios são os pontos turísticos mais visitados durante todo o ano. As obras de artes do Caju são dignas de estar em qualquer museu do mundo, uma prova de que ele pode ser a casa dos vivos", disse o autor do livro.

O Tempo corre sem Tempo!



Há algum tempo atrás, o tempo nos permitia passar o ano inteiro esperando pelo Natal, pelas Férias, Reveillón, carnaval... tínhamos tempo para esperar e curtir a espera. Tempo de curtir uma primavera das mais bonitas a cada ano, os verões eram todos com muita chuva grossa e um calor gostoso,os invernos com cara de inverno e os outonos então... Agora alguma coisa está errada, um dos ponteiros do tempo perdeu o eixo e complicou a nossa vida.
Percebes? Mal o ano começa e ainda estamos a resolver as coisas que ficaram do ano que passou. Andamos com/sem tempo pra tudo, a correria do tempo nos conduz para uma linha de chegada que nem sabemos direito qual é, o que é, como é. Sabemos só que temos tempo pra fazer compras, ir ao banco, trabalhar, estudar, limpar a casa, arrumar a gaveta, lavar a roupa, levar os filhos, cozinhar, arrumar, pintar, construir, jantar, dormir... Uffaaa!!!
Ainda temos tempo??!!